A VERDADE DE PORTUGAL – PLANO INCLINADO por Medina Carreira & Ernâni Lopes

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PORTUGAL

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Não é comum no SHARP, redigir ou publicar temas que estão directamente ligados à política. Porém, neste momento periclitante que o mundo atravessa e mais concretamente Portugal, decidi postar o vídeo do programa televisivo da SIC Notícias “Plano Inclinado”(14-06-2010), que expõe de forma clara a verdade de Portugal.

Enquanto uns se andam a pavonear de bons cidadãos, proferindo afirmações de que sacrificam a sua vida pelo bem deste país (como não fosse essa a sua obrigação; sacrificam-se porque querem… Não fazem favor a ninguém), outros tentam em 50 minutos transmitir uma verdade anunciada que, infelizmente não me surpreende.

Não é imperativo ter formação em matéria económica para se entender o quanto imprescindível é uma economia sã; a vida de cada cidadão ou família considera-se uma microeconomia que, se não for devidamente bem gerida provocará a sua dissimulação e queda. Num exemplo meramente figurativo, um país, organização, comunidade, etcétera poderá ser representado como uma “grande família” que naturalmente deverá ser administrada com um princípio basilar: EQUILÍBRIO. Por conseguinte, não é necessário haver grande agudeza mental para atingir uma estabilidade económica, seja de que núcleo for. O que tem ocorrido em Portugal desde o 25 de Abril/74 é pura e simplesmente o não querer saber do dia de amanhã. Mais concretamente dos mais “frágeis”, claro está com alguns casos bem-sucedidos mas consequentemente inevitáveis. Todavia, no que diz respeito a uma inteligente estratégia de consolidação duradoura com visão contundente e honesta para um Portugal evoluído, o resultado constatado é de um total fiasco, falhanço, malogro…

Há quem diga que se deverá passar por maus momentos para haver mudanças positivas ou que a crise é a grande culpada do estado a que chegou Portugal e o mundo. Este tipo de afirmações não passam de sofismas, declaradas por indivíduos que apesar dos conhecimentos académicos adquiridos, se desculpam com argumentos de uma historia quase “paleolítica” que, sobre a qual deveriam ter aprendido a lição.

Pergunto!

Não se deverá em primeiro lugar evitar algo que é evitável?

Será a crise é uma entidade ou indivíduo que vem do espaço ou, não será a crise originada por um bando de incompetentes cuja génese é “humana”?

De repente, como de uma moda se trata-se, surgem ranchos de economistas, advogados, jornalistas e comentadores (alguns deles não se sabe bem a sua procedência), a concluírem e afirmarem que esta situação já era previsível para Portugal. Que pesporrência!

Só agora é que aparecem a informar tal descoberta?

Onde estavam durante estes anos todos?

Para que servem as licenciaturas de que tanto se gabam? Doutores? Quais doutores?

Em síntese. Chega-se a este panorama miserável plantado por aqueles que governaram e governam, desconhecendo-se as suas origens e índole. O povo, esse que se diz sábio, ao longo de 36 anos continua a votar nos mesmos, com o pretexto miserabilista que não há alternativa, sendo que essa está no futebol. Veneram os jogadores que ganham milhões, estando eles, os reverenciadores, na miséria. “Colocam” com afinco os beiços nas vuvuzelas contrastando com as bandeirinhas à janela, dizendo que é por Portugal, na expectativa de ver um objecto esférico a rolar na direcção de um “rectângulo”. Regozijam-se nos bailaricos de mau gosto ou na compra de peças de prêt-à-porter da Zara e H&M sendo que os mais abastados da Prada e Bottega Veneta, desconhecem contudo a boa postura. Compram casas, carros e viagens de seguida deitam lixo para o chão, comunicam ao telemóvel durante a condução desprovidos de auricular, estacionam abusivamente os seus carros nos passeios e por último, consideram-se muito viajados quando a maioria só viaja para o Brasil e Caraíbas.

Esta é parte da realidade da vida dos portugueses, que há uns anos atrás afirmavam que lá fora é que era bom, depois, sem mais nem menos, que o que é português é que é bom… Ainda não entenderam que, em qualquer ponto globo existem qualidades boas e menos boas que os outros não são nem melhores nem piores sendo que, o elo de ligação que os une a todos, é simplesmente a sobrevivência.

Estamos todos no mesmo barco…!

Concluindo. Portugal continua ser vergonhosamente enganado e os portugueses têm o Portugal que merecem.

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sicnoticias.sapo.pt/programas/planoinclinado

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